Vida e morte
Vivemos relações sistêmicas. Assumimos funções inconscientemente, e quando nos damos conta – se eh que chegamos a fazer isso – estamos desempenhando papeis que não nos são autênticos. Mas, da mesma forma, impomos aos outros funções que também não lhes são próprias.
Imposições?
Temos um querer insustentável de ser aquilo que eh mais importante em qualquer relação. Dai agradamos o outro na esperança de garantir a estima. O que não funciona nessa “formula” eh que não existe segurança.
O ser humano fez de tudo para manter-se na ilusão de que tudo controla, mas continua morrendo. E por mais que se acredite em vidas posteriores (eternas?), a única coisa que nos eh certa, que estamos vivos, eh o que pode acabar a qualquer momento – sendo, então, nossa única garantia.
Para tanto, impõe-se em nos uma urgência em viver segundo nossa ética, honrando aquilo que eh mais importante para nos, frente ao que temos alguma escolha. Cabe a nos a nossa parte. O que vem do outro eh prêmio, não entra na contabilidade. Esperar do outro eh como esperar ganhar na megasena. Jogamos os números, mas ganhar eh sorte.
Relacionar-se bem eh também ter sorte naquilo que nos responsabilizamos em ser. Para isso, viver o que eh mais autentico em si eh a possibilidade de ser feliz quando o acaso se apresenta.
Por uma felicidade responsável.
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